THEME
You are always on my mind.

Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar

Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz.

Vinicius de Moraes.    (via regar-alma)





Inicio da madrugada e teu corpo tá colado numa cama que não é a minha. Sinto o ímpeto incontrolável de ser um dos teus lençóis, um pedaço do teu colchão, ou uma das penas que estão dentro do teu travesseiro.
Sou tola, muito tola. E o que sinto caminha pelos meus caminhos mais turvos. O que peço, no entanto, é simples: clareia-me. Ilumine-me mesmo quando tudo o que puder ver seja o nada, meu espaço oco. Grita comigo, sacode meus braços e faz de mim tua insônia nas madrugadas. Deixa pingar no meu pescoço o teu suor e nos meus ouvidos diz tudo que nos teus momentos de covardia lhe faltou coragem para me dizer. Faz de conta que o mundo é nosso e atravessa o muro pra eu poder te alcançar. Faz de mim um momento bonito e me lembra sempre. Me provoca pra sair do tédio, briga comigo, me toma para si como a cama que tu abraça agora. Diz a ela que a invejo, mas que isso não é sério. A televisão está gritando um romance qualquer em meus ouvidos agora, mas eu preferia estar ouvindo você.


P.S: Quando acordar me liga.

Casebre. (via casebre)

“Não vejo o por que de tantos textos falando sobre amor. A vida me ensinou que amor de verdade resume-se em pequenas atitudes, pequenas palavras, o amor, de uma maneira grandiosa, é simples. O amor não precisa de brilho, de palco, de espetáculo, de público, o amor é aquele sentimento que embrulha o nosso estômago quando estamos sozinhos dentro do quarto, é o sentimento que nos leva a chorar dentro do banheiro, e naqueles momentos, as lágrimas, tão tímidas, confundem-se com as gotas d’ água, o amor é um abraço, um beijo, um leve tocar dos dedos no rosto da pessoa, o amor é ler uma frase qualquer numa placa no meio da rua e de uma forma inexplicável lembrar da pessoa, é olhar para o nada, e ao invés de pensar em tudo, pensar apenas em uma pessoa, o amor é o êxtase, o suprassumo do prazer ao ver que um pequeno gesto, poucas palavras foram capazes de provocar o sorriso da pessoa, que aos seus olhos, é a mais linda do mundo, o amor é o sonho, o amor é aquilo que está no brilho do olhar e que nem um bilhão de palavras seriam capazes de explicar, o amor é aquilo que quebra todas as suas convicções, o amor é aquilo que muda as suas opiniões, o amor é o sentimento que te faz praticar loucuras, e tomar atitudes que um dia você disse que jamais tomaria de novo, o amor é aquilo que te faz crer que nada mais na vida faz sentido se a pessoa que você ama não estiver ao seu lado, o amor é aquilo quebra barreiras, bane preconceitos, une o que se separou e que traz para perto quem está longe. O amor é isso, mas o amor é mais. Não vejo o por que de tantos textos falando sobre amor. E sem querer, mais uma vez, cá estou eu falando de amor. Perdoe-me amor, palavras o vento leva, declarações de amor, com o tempo, são esquecidas. Ah, o seu nome, que linda poesia, se me perguntassem o que é amor, não pensaria duas vezes, gritaria teu nome.
Cristian. (via oescritor)

“Depois de dar a sua volta, o mundo encontrou o sol novamente e de repente eu estava acordada. A noite flutuou rápido demais. Eu precisava de mais tempo anestesiada, e dormir era minha morfina. Quis chorar. Quanta afronta aos raios de sol! Levantei empurrando o corpo com toda minha força para cima. Eu precisava continuar, não é? Aquela situação não era nada. Quantas pessoas no mundo passavam por coisas muito mais difíceis e mesmo assim não desistiam de tentar? Era, na verdade, uma grande vergonha eu me deixar abater daquela maneira. Mas minha consciência não passava disso. Não ultrapassava os limites do cérebro e todo mundo sabe que apesar de mandar em tudo, ele não manda em nada.
Procurei o celular entre as cobertas. Dormi com ele na esperança de que ele me procurasse. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. Quis jogar fora, quebrar, mas e se ele ligasse? Guardei-o.
Não tinha o que fazer, me lavei, troquei de roupa e saí de casa. Seis horas da manhã em pleno domingo e eu caminhando sozinha pela cidade. Nos fones de ouvido tocava a música mais deprimente que poderia existir. “Você não pode tocar em cordas rompidas” a letra dizia. “Você não pode sentir coisa alguma” gritou em meus ouvidos. Eu posso, estou sentindo a dor do mundo em minhas costas. “A verdade dói” rompeu-me. Comecei a cantar em voz alta sem me importar com nada. A voz ainda rouca por ter acordado pouco tempo antes cortava o vento que levava as notas para longe. “Como eu posso te dar algo mais quando eu te amo um pouco menos do que antes?” parei. Sentei na mesma calçada de sempre. A vista era nua, a via expressa estava vazia. Parecia algum tipo de milagre. Eu tinha o lugar inteiro pra mim e só quis saber de continuar sentada na beirinha da calçada. A cada respirar um pensamento, algum tipo de ideia sobre um futuro que não existirá. Não há nada pior do que sonhar acordada, do que induzir sua mente a viajar para longe e após piscar os olhos dizer a ela que ela nunca saiu do lugar.
O vento tocava meu rosto, estava mais feroz do que jamais esteve. Chuva? Logo cedo? As árvores me protegiam dos pingos mais fortes, portanto eu continuei ali. A música não era mais a mesma, mas era muito apropriada. “Caminhando entre as gotas de chuva” o refrão começou a dizer. “Caminhando entre as gotas de chuva com você” sem você, corrigi mentalmente. “Há um sorriso em meu rosto”, talvez amanhã. A música seguinte repetia freneticamente “Você vê esta vida como nada além de uma canção sem rima” e dessa vez pude concordar.
Horas. Passei horas entendendo a letra de todas as músicas do meu celular. Tudo fazia um sentido imenso, mas já era hora de voltar para casa. O corpo estava leve, a chuva passou a ser sereno e me fazia cócegas na testa. De uma hora para outra as ruas estavam lotadas de pessoas e eu cantava alto mesmo assim. Todos me olhavam, mas minha vergonha maior era a de estar sentindo o que sentia. Cantava e cantava enquanto uma ou outra lágrima com gostinho de mar chegava até minha boca. Cantei mais alto, berrei a todos “Feliz por estar aqui, apenas feliz por estar lá, eu sou feliz por conhecer você” que mentira! Os gritos saíam tão roucos que deveria assustar além da conta as pessoas que por mim passavam. “Meu coração cansado, está batendo tão lento”. Precisei me apoiar pelo caminho.
Minhas mãos tocaram a sujeira do mundo ao tocar o chão.”
Casebre.  (via casebre)

“Sobreviver, e, sobre viver, bem, esta tem sido uma tarefa árdua. Pensamentos conflitantes, sentimentos incontroláveis e sem sentido, pessoas falsas e sem coração, se a vida é como um jogo, aparentemente, apenas eu estava seguindo as regras, cansei de trapaceiros, eles mentem, iludem, abandonam. Arranquei meu coração do peite, o que resta dele, e decidi prosseguir, mesmo sem ninguém, mesmo que no meio desta tempestade eu não possa enxergar muito além, me vou, vou na incerteza que tudo pode acontecer, vou na certeza de que quase nada de tudo que eu sonhei vai acontecer, perdoe-me pela negatividade, é que me machucaram com gravidade. Criei novas regras, as minhas regras, nada de expectativas, elas foram feitas para serem quebradas, nada de sonhos, eles foram feitos para se frustrar um passo de cada vez, nada de pulos, o tombo pode ser grande, e lendo o que escrevo, talvez você pense que eu seja uma pessoa completamente amarga, porém, não é essa a ideia que tenho de mim mesmo, ou talvez seja esse exteriotipo utópico de completa frieza que eu queria transparecer para as pessoas, força, foco… eu sei da verdade, e a carrego comigo, não existem possibilidades de uma vida sem sentimentos, apesar desta ser o desejo de muitos, sei de meus sonhos, medos e inseguranças, a grande verdade é que pessoas fortes são fracas, pessoas sorridentes demais choram sempre antes de dormir, o sonho de toda pessoas sozinha é encontrar alguém, enfim. Sobreviver à vida, pois na maioria das vezes ela não é justa, viver a vida são surtos, espasmos, duram um piscar de olhos, tendenciosamente, temos que nos habituar com os curtos momentos de felicidade, e aprender a sorrir até mesmo quando tudo parece torcer contra a nossa felicidade, a vida por si só é um jogo extremamente difícil, e o que somos? Jogadores? Marionetes? Às vezes, tenho a impressão de que somos como folha seca jogada ao vento, outrora, sinto que cheguei onde deveria chegar. Sobre viver, às vezes, é como morrer diariamente, porém, a esperança, que parece ser tão frágil, sobrevive e habita dentro de nós, e de alguma forma, nos dá força para prosseguir, lutar pelos nossos sonhos, por mais impossível que eles pareçam ser. Não posso me iludir, sinto saudade do que um dia eu fui, mas parte da essência permaneceu, aquela que ainda me faz acreditar em mim, nas pessoas, na possibilidade de ser feliz, e apesar de machucado, e com os pés todos machucados, não posso parar, a ultima pessoa que ficou no meio do caminho foi atropelado pela vida, ela não espera, ela não tem pena, ela não poupa ninguém.”
— complexo, Cristian. (via oescritor)

“Num filme de Wood Allen chamado “Noivo neurótico, noiva nervosa”, o personagem diz que ama tanto a namorada que “I love you” não é suficiente. Fala então “I lorve you”, como se precisasse de mais consoantes para dar o atrito amoroso que love - liso, leve - não tem. Amor é mais legal que love. Termina com esse erre triunfal. Os outros estados Brasileiros que me desculpem, mas o amor com o sotaque deles não é tão intenso quanto o paulista ou gaúcho, que dizemos “amorrrrr” com a língua tremendo no céu da boca, que nem o coração apaixonado a debater-se no peito. Um milhão de erres, no entanto, não dariam conta de expressar essa agonia deliciosa que é amar. Por isso, acho que as maneiras mais bonitas e verdadeiras de se dizer “eu te amo” não são com letras. Se ele deixa de ir jogar futebol com os amigos para te ver, num domingo, isso é “eu te amo”. Se ele pega na sua mão, no cinema, é “eu te amo”. Se ele fica ao seu lado, te olhando, esta dizendo que te ama. Se ele fala “desliga você”, depois de uma hora de telefone, pode ter certeza: isso é muito mais “eu te amo” do que o outro “eu te amo” que ele disse logo antes. Se ele fica nervoso achando que suas amigas e seus amigos não vão gostar dele é porque te ama, se ele foge dos seus pais, não duvide, te ama. Se ele não consegue dizer que te ama, é porque te ama. Mais do que qualquer ação ou frase, o amor pode ser visto nos olhos da outra pessoa. Se houver aquele brilho tão característico, não importa se ele diga “passa o sal” ou “a raiz de 49 é 7”. Você saberá que, na verdade, tudo aquilo é uma coisa só: eu te amo.”
7 maneiras de dizer “eu te amo” - Antônio Prada. (via escritosdaalma)